Pode vir que tem BOCA LIVRE !!!!
No meu segundo artigo pretendo ousar um pouco, espero que não se ofendam. Sei que aqui sempre falamos de rock, e nada além de rock. Hoje, sem fugir tanto, mas fugindo, quero lhes falar um pouco sobre MPB.
Quero indicar uma banda talvez pouco conhecida pelos mais novos. Não que eu seja já de idade avançada, mas estou falando de um grupo que fez um sucesso absurdo no fim da década de 70 e na década de 80.
Pra quem não sabe, a década de 70 tem tanto no rock quanto na MPB o auge da experimentação da música de nossas terras. Nessa época esses dois gêneros se misturam em grupos como O Terço, Som Nosso de Cada Dia, Som Imaginário, A Bolha, Os Mutantes, Secos e Molhados, os componentes do Clube da Esquina e a banda de hoje.
Estou falando do fantástico Boca Livre! Um grupo difícil de definir, eles tem um modo bem deles de tocar, algo meio que experimental, como um rock progressivo, mas sem tanta viagem, como se fosse uma MPB experimental criada no fim dos anos 70 no Rio de Janeiro. Entretanto, o que chama mais atenção nesse pessoal são os vocais arrojados, várias vozes que parecem uma só brincando de ser várias.
De 78, ano em que o Boca Livre foi fundado, até hoje tiveram algumas formações. Nesse tempo gravaram 11 álbuns e um DVD ao vivo.
Depois de falar um pouco sobre essa banda vamos a minha recomendação! Indico um álbum gravado em 1997 que ouvi e ouço incansavelmente, um cd comemorativo dos seus 20 anos de carreira, chamado Boca livre 20 anos Convida. Ele reúne além dos maiores sucessos da banda como Toada e Quem tem a viola, participações especiais de Chico Buarque, Milton Nascimento, Paulinho Moska, Erasmo Carlos, Zé Ramalho, Beto Guedes, Gal Costa e outros não menos importantes.
Eu chamo atenção para a versão de Toada, que foi gravada com Milton Nascimento; mesmo, às vezes ficando um bom tempo sem a ouvir me pego cantarolando essa canção como se tivesse acabado de escutar o cd. Chamo atenção também para Ponta de Areia com Gal Costa. Sinceramente, para músicas como essas duas (e outras encontradas nesse álbum), não tenho palavras pra descrever direito, pois música não trabalha só com nosso lado racional, provoca também nosso sentir, nosso lado lúdico. Musica não foi feita pra ser entendida e sim pra ser sentida, pra despertar sensações diversas nos ouvintes. O Boca Livre, ao brincar com as vozes, me traz sensação de leveza de criança que se encanta com o novo.
Espero que gostem!!
Clipe de Ponta de Areia.






